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28 de janeiro de 2020 Artigo

O câncer de pulmão é uma doença muito relacionada ao estilo de vida, especialmente quanto ao hábito de fumar, e pode não apresentar alguns sintomas ou parecerem com doenças comuns. Os principais sintomas são tosse, pigarro constante, falta de ar, chiado no pulmão, presença de sangue no escarro, dor no peito, perda rápida de peso e de apetite.

Além do tabagismo por um longo período, são fatores de risco importantes: inalação de alguns agentes químicos e de poeira, poluição do ar, ser fumante passivo, entre outras. Algumas doenças também predispõem à malignidade, como a tuberculose e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). E fatores genéticos devem ser levados em consideração.

Infelizmente, não é raro ter um diagnóstico é tardio. Por isso, pacientes fumantes com mais de 40 anos de idade ou que sofram de doença pulmonar obstrutiva crônica devem procurar um especialista.

Quando detectado o câncer de pulmão, a cirurgia é o principal meio de cura e, por isso, o cirurgião torácico deve participar de forma multidisciplinar das decisões sobre a condução de tratamento contando com o oncologista clínico, pneumologista, radioterapeuta, radiologista, entre outros.

Rastreio com exames de imagem periódicos podem auxiliar na detecção da doença precocemente. Se houver alterações suspeitas de câncer, pode ser preciso fazer uma biópsia, que é a retirada de um pequeno fragmento da área suspeita para análise, que poderá confirmar a presença da doença.

O câncer de pulmão é um tumor que pode alcançar desde a traqueia até a periferia do pulmão, e é uma das principais causas de morte entre as neoplasias no Brasil – a principal causa de morte por câncer entre homens e a segunda maior entre as mulheres. A doença tem alguns subtipos, de acordo com a lesão. Uma delas é o Adenocarcinoma, tipo mais frequente, responsável por cerca de 40% dos cânceres de pulmão, como no caso da apresentadora. Em geral, o tratamento inclui uma intervenção cirúrgica, podendo passar por quimioterapia e outras possibilidades.


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18 de julho de 2019 Cirurgia RobóticaPectus

O peito escavado (ou pectus excavatum) é uma das deformidades mais comuns da parede torácica e é quatro vezes mais frequente nos homens. Para ser melhor entendido, é como um “buraco” no peito. Apresenta-se como uma depressão do esterno e das costelas. Pode ser resultado do crescimento excessivo das cartilagens que ligam as costelas ao esterno. Outra deformação do tórax é o pectus carinatum, que é uma projeção para a frente, popularmente conhecida como “peito de pombo”.

No caso do peito escavado, apesar de poder estar presente ao nascimento, a grande maioria dos casos só se manifesta durante o pico de crescimento da adolescência. Neste período, pode ocorrer um desenvolvimento desregulado do esterno e das costelas, o que resulta na depressão do peito, muitas vezes associada a uma postura incorreta e até a alterações da coluna. Não se conhece o gene responsável pelo desenvolvimento do pectus excavatum, mas sabe-se que há uma predisposição genética: em 35% dos casos há registros de familiares com a mesma deformidade.

As consequências dessas deformações não são poucas. Fisicamente, as pessoas com pectus excavatum são altas e magras e apresentam uma postura alterada. Do ponto de vista clínico, podem experimentar intolerância ao exercício físico, dor torácica e falta de ar.

Do ponto de vista psicológico é importante destacar que uma pessoa que tem o pectus, normalmente tem baixa autoestima devido a uma imagem corporal negativa, com repercussões psicossociais significativas. Adolescentes e adultos com uma dessas deformidades evitam muitas vezes situações sociais que incluam revelar o seu corpo (como uma ida à praia, à piscina ou a simples prática de uma atividade esportiva).

Classicamente, a correção passava por uma cirurgia complexa. Nos últimos anos, a abordagem passou a ser mais abrangente, com novas opções conservadoras e com uma técnica cirúrgica minimamente invasiva.


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12 de junho de 2019 Cirurgia Torácica

A traqueia é um órgão cartilaginoso, em formato tubular e cilíndrico, localizado entre a laringe e os brônquios, integrando o sistema respiratório juntamente com as fossas nasais, a faringe, a laringe, os brônquios e os pulmões. Sua função é filtrar, umedecer e aquecer o ar para conduzi-lo aos pulmões. Alguns problemas podem surgir, sendo necessária uma intervenção cirúrgica em várias situações, como no caso das estenoses –  obstrução da região interna da traqueia.

A estenose pode ser adquirida ou congênita (vistas no nascimento, são raras e de difícil tratamento). Quando não congênita, ocorre após uma intubação que gerou um processo de cicatrização, que, por sua vez, causa a estenose. Quando a pessoa é colocada em ventilação artificial, há necessidade de se colocar um tubo na via aérea para ser conectado a máquina que fará a respiração. Isso pode ocorrer pelo nariz, boca ou na região cervical (traqueostomia). Esses tubos, posicionados dentro da laringe e traqueia, podem gerar um processo de cicatrização na região interna podendo evoluir para uma estenose.

A estenose pode ocorrer após a pessoa ter sofrido um traumatismo da região cervical (pescoço) ou torácica. Também ocorre em decorrência da invasão de um tumor benigno ou maligno de regiões vizinhas, como tumor de pulmão, de esôfago, do mediastino, entre outros. Ou em pessoas que foram submetidas a qualquer cirurgia nas regiões cervical ou torácica.

Dentre os sintomas, é comum ter dificuldade para respirar, fôlego curto, chiado na garganta, tosse (com ou sem secreção) e alteração na voz. Muitas vezes, pode-se suspeitar, inicialmente, de outras doenças, como asma e bronquite, diante desses sintomas. O melhor procedimento para realizar o diagnóstico de estenose da traqueia é a endoscopia respiratória.

O diagnóstico precoce e a definição do tratamento são muito importantes. A não identificação da doença pode levar a sequelas pulmonares. Uma estenose aguda, quando não tratada, pode levar à morte por asfixia.

O tipo de tratamento depende da região da traqueia que está sendo afetada pela estenose. Normalmente há necessidade de algum tipo de tratamento cirúrgico para essa doença, feito por um cirurgião torácico. Todos os procedimentos cirúrgicos devem ser realizados em ambiente hospitalar, com o paciente sob anestesia geral.


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20 de maio de 2019 Notícia0

A nossa equipe médica participou, em maio, do XXI Congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica (Tórax 2019), que aconteceu em Belo Horizonte. Foi mais uma oportunidade de atualização e troca de conhecimentos em benefícios dos nossos pacientes. O cirurgião torácico Wolfgang Aguiar participou da mesa na sessão “Hot Topics” em Cirurgia Minimamente Invasiva.

Durante o encontro científico, três médicos da Secitor e da Clínica do Suor de Pernambuco passaram a ser os mais novos membros titulares da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica: os Drs. Alisson Barbosa, Davi de Castro e Bernardo Nicola.
No congresso, foi lançado o livro Cirurgia Torácica Contemporânea, de grande relevância e que conta com um capítulo escrito pelos Drs. Bernardo Nicola e Wolfgang Aguiar sobre a cirurgia da Miastenia Gravis.


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7 de maio de 2019 Hiperidrose0

O suor excessivo pode ser um transtorno físico e emocional para muitas pessoas, dificultando algumas tarefas simples diárias e tendo, até mesmo, consequências para a saúde mental, a partir do bullying na infância e adolescência, que pode levar a pessoa a ser um adulto inseguro, ansioso e depressivo, o que prejudica o relacionamento interpessoal.

A hiperidrose é uma condição médica em que a pessoa sua de forma imprevisível e em quantidade maior do que outras, podendo acontecer mesmo quando a temperatura está baixa. O diagnóstico precoce é muito importante para o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes, mas o problema pode ser corrigido em outras fases da vida.

Suar ajuda a manter o corpo frio. Todas as pessoas suam, especialmente em dias de temperaturas altas, após exercícios físicos ou em momentos de estresse. No entanto, pessoas com hiperidrose podem ter glândulas sudoríparas superativas.

Quando o suor em excesso afeta as mãos, pés e axilas, é chamado de hiperidrose primária ou focal, que afeta cerca de 3% da população e menos da metade desses pacientes busca auxílio médico. Na maioria dos casos, nenhuma causa é encontrada, o que leva os médicos a acreditarem que trata-se de um problema hereditário.

Se a sudorese ocorre como resultado de outra condição médica, é chamada hiperidrose secundária. O suor pode ocorrer em todo o corpo ou em apenas uma área. Entre as condições que podem causar hiperidrose secundária estão acromegalia, ansiedade, câncer, efeito de alguns medicamentos, distúrbios de controle de glicose, doença cardíaca, hipertireoidismo, doença pulmonar, menopausa, entre outras.

Vários especialistas podem diagnosticar a hiperidrose, tendo tratamento clínico ou cirúrgico. Em alguns casos podem ser indicados medicamentos orais e de uso tópico. A aplicação de botox também ajuda a controlar a sudorese. O cirurgião torácico é um especialista que atua para o diagnóstico e o tratamento do problema, fazendo uma intervenção cirúrgica minimamente invasiva (simpatectomia). As técnicas estão cada vez mais desenvolvidas, ampliando a possibilidade de solução e reduzindo o tempo de recuperação. Com a medida, o paciente ganha qualidade de vida, deixando de ter problemas para atividades de rotina e passa a ter muito mais segurança para o convívio social.


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6 de maio de 2019 Cirurgia Torácica0

A cirurgia é, normalmente, a forma eficaz de tratamento do tumor mediastinal, uma neoplasia (benigna ou câncer) que aparece no mediastino, a área da caixa torácica entre os pulmões, que contém o coração, o esôfago, a traquéia, o timo e a aorta torácica, além de possuir diversos nervos, vias linfáticas e vasos sanguíneos. A boa notícia é que o cirurgião torácico vem tendo acesso, nos últimos anos, a possibilidades tecnológicas que tornam este tipo de intervenção minimente invasiva, seja com o uso de equipamentos de vídeo de última geração ou, mais recentemente, com a robótica, que torna o procedimento mais preciso e contribui bastante para uma recuperação mais rápida do paciente.

Os principais tipos de tumores do mediastino são:

– timoma, um tumor maligno raro do timo, glândula do sistema linfático localizada na frente do coração e atrás do esterno. Pode apresentar dor no peito, dificuldade para respirar ou tosse. Geralmente são benignos, mas 30% rompem a cápsula e invadem outros tecidos.

– tumor germinativo, que ocorre em células embriologicamente imaturas e pode se formar em qualquer lugar do corpo, raramente fora dos órgãos sexuais. Podem ser benignos ou malignos. Apesar de raros, representam cerca de 60% dos tumores do mediastino anterior.

– linfoma, um câncer dos linfócitos (células de defesa), que podem ser linfoma de Hodgkin ou não-Hodgkin. Estão localizados na região posterior (atrás do coração).

– tumores neurogênicos mediastinais (gliomas), formados a partir de células nervosas, pode ser um neuroblastoma, um schwanoma, um neurofibroma, um ganglioneuroma ou um paraganglioma. Geralmente não são malignos em adultos e estão localizados na parte posterior do mediastino.

– linfadenopatia mediastinal, gânglios linfáticos agrandados, devem ser investigados pois podem ser metástase de um câncer proveniente da mama, pulmão, tireoide ou rim.

– cisto pericárdico, tumor benigno nas camadas que envolvem o coração.

– massa tireóidea mediastinal, formado a partir de tecido da tireoide. Geralmente é um tumor benigno. Pode ser uma complicação de um hipotireoidismo e tratado como um bócio intratorácico.

– traqueobroncopatia osteocondroplástica, que são múltiplos nódulos osteo-cartilaginosos na submucosa da traquéa e brônquios. Geralmente benignos, raramente invadem outros tecidos.

Esses tumores são achados em exames de imagem e cerca de 40% não causam sintomas, porém ao crescer podem comprimir os pulmões e o coração e causar dificuldade para respirar ou para engolir, dor no peito, tosse seca com ou sem sangue, febre, suor noturno e calafrio, perda de peso e cansaço, entre outros. Normalmente, o cirurgião faz primeiro uma biópsia e, se necessário, pode ser feita uma cirurgia para remover o resto do tumor. Caso seja maligno pode ser necessário fazer radioterapia e quimioterapia.


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4 de maio de 2019 Cirurgia Robótica0

Os avanços da robótica

A cirurgia torácica robótica é uma alternativa minimamente invasiva, em que são feitos pequenos cortes e se utilizam instrumentos finos e câmera de vídeo, sendo indicada para o tratamento do câncer de pulmão e outros tumores torácicos. É uma evolução da cirurgia, contando com avanços tecnológicos como a visão 3D, que possibilita uma visão ainda mais ampla ao cirurgião, maior amplitude de movimentos dos instrumentos cirúrgicos, que reproduzem as ações de punhos e mãos, além de propiciar maior precisão dos movimentos e menor lesão de tecidos do paciente.

Tais avanços possibilitam uma cirurgia mais segura, precisa e eficiente, proporcionando uma recuperação mais breve para o paciente. O robô é sempre comandado por um cirurgião treinado e certificado, que fica no console. Todos os seus movimentos são realizados pelo cirurgião.
O console dispõe de sensores, que travam os braços do robô caso o cirurgião se afaste deles. Um outro cirurgião, o assistente, que também recebeu treinamento e certificação específica, permanece ao lado do paciente durante toda a cirurgia, sendo responsável por efetuar algumas manobras durante a cirurgia e verificar o bom funcionamento dos instrumentos.

Esta modalidade cirúrgica mais precisa, oferece, entre outras vantagens menos dor e um menor tempo de recuperação no pós-operatório; menos risco de sangramento e infecções; menor tempo de internação e incisões menores.


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3 de maio de 2019 Cirurgia Torácica0

Doenças do pulmão, do mediastino, da pleura (membrana que reveste o pulmão e a parede torácica por dentro), da traqueia (sob uma perspectiva cirúrgica) e da parede torácica integram a área de especialidade da cirurgia torácica. A avaliação do cirurgião torácico é feita para definir as condições do paciente e indicar procedimentos como a biópsia e os tratamento indicados. Ainda que esteja no tórax, o coração é tratado cirurgicamente pelo cirurgião cardíaco e o esôfago é compartilhado por cirurgiões torácicos e cirurgiões do aparelho digestivo.

Há algumas décadas, vários procedimentos feitos pelo cirurgião torácico era associado a infecções do pulmão ou da pleura, especialmente a tuberculose, e para o empiema (infecção bacteriana da pleura). Nos últimos 20 anos, houve grandes avanços passando atratar pacientes com câncer de pulmão e tumores do mediastino, com destaque para o timoma. São feitos diversos procedimentos que envolvem a remoção de partes do pulmão (lobectomia, segmentectomia e pneumonectomia), de tumores do mediastino (timectomia), de tumores da parede e tratamento de situações em que ocorre acumulo de liquido na pleural.
A cirurgia torácica vem passando por uma constante evolução com base na tecnologia. Com o desenvolvimento do equipamento de videocirurgia, grande parte dos procedimentos antes feitos em cirurgia aberta passou a ser feito de forma menos invasiva, o que gera menos trauma ao paciente.

Mais recentemente, a cirurgia robótica aumentou os benefícios da videocirurgia, agregando mais precisão dos instrumentos, melhor visualização e mais flexibilidade de movimentos, sendo uma especialidade de alta complexidade e executada em centros especializados, exigindo permanente atualização profissional.




Nossa missão


Exercer com excelência a Cirurgia Torácica, com foco no paciente e tratamento humanizado.



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