Últimas Publicações

Blog

Acompanhe as novidades publicadas pelos especialistas SECITOR e Clínica do Suor.
Traqueia.jpg

12 de junho de 2019 Cirurgia Torácica

A traqueia é um órgão cartilaginoso, em formato tubular e cilíndrico, localizado entre a laringe e os brônquios, integrando o sistema respiratório juntamente com as fossas nasais, a faringe, a laringe, os brônquios e os pulmões. Sua função é filtrar, umedecer e aquecer o ar para conduzi-lo aos pulmões. Alguns problemas podem surgir, sendo necessária uma intervenção cirúrgica em várias situações, como no caso das estenoses –  obstrução da região interna da traqueia.

A estenose pode ser adquirida ou congênita (vistas no nascimento, são raras e de difícil tratamento). Quando não congênita, ocorre após uma intubação que gerou um processo de cicatrização, que, por sua vez, causa a estenose. Quando a pessoa é colocada em ventilação artificial, há necessidade de se colocar um tubo na via aérea para ser conectado a máquina que fará a respiração. Isso pode ocorrer pelo nariz, boca ou na região cervical (traqueostomia). Esses tubos, posicionados dentro da laringe e traqueia, podem gerar um processo de cicatrização na região interna podendo evoluir para uma estenose.

A estenose pode ocorrer após a pessoa ter sofrido um traumatismo da região cervical (pescoço) ou torácica. Também ocorre em decorrência da invasão de um tumor benigno ou maligno de regiões vizinhas, como tumor de pulmão, de esôfago, do mediastino, entre outros. Ou em pessoas que foram submetidas a qualquer cirurgia nas regiões cervical ou torácica.

Dentre os sintomas, é comum ter dificuldade para respirar, fôlego curto, chiado na garganta, tosse (com ou sem secreção) e alteração na voz. Muitas vezes, pode-se suspeitar, inicialmente, de outras doenças, como asma e bronquite, diante desses sintomas. O melhor procedimento para realizar o diagnóstico de estenose da traqueia é a endoscopia respiratória.

O diagnóstico precoce e a definição do tratamento são muito importantes. A não identificação da doença pode levar a sequelas pulmonares. Uma estenose aguda, quando não tratada, pode levar à morte por asfixia.

O tipo de tratamento depende da região da traqueia que está sendo afetada pela estenose. Normalmente há necessidade de algum tipo de tratamento cirúrgico para essa doença, feito por um cirurgião torácico. Todos os procedimentos cirúrgicos devem ser realizados em ambiente hospitalar, com o paciente sob anestesia geral.


Site-mediastino.jpg

6 de maio de 2019 Cirurgia Torácica0

A cirurgia é, normalmente, a forma eficaz de tratamento do tumor mediastinal, uma neoplasia (benigna ou câncer) que aparece no mediastino, a área da caixa torácica entre os pulmões, que contém o coração, o esôfago, a traquéia, o timo e a aorta torácica, além de possuir diversos nervos, vias linfáticas e vasos sanguíneos. A boa notícia é que o cirurgião torácico vem tendo acesso, nos últimos anos, a possibilidades tecnológicas que tornam este tipo de intervenção minimente invasiva, seja com o uso de equipamentos de vídeo de última geração ou, mais recentemente, com a robótica, que torna o procedimento mais preciso e contribui bastante para uma recuperação mais rápida do paciente.

Os principais tipos de tumores do mediastino são:

– timoma, um tumor maligno raro do timo, glândula do sistema linfático localizada na frente do coração e atrás do esterno. Pode apresentar dor no peito, dificuldade para respirar ou tosse. Geralmente são benignos, mas 30% rompem a cápsula e invadem outros tecidos.

– tumor germinativo, que ocorre em células embriologicamente imaturas e pode se formar em qualquer lugar do corpo, raramente fora dos órgãos sexuais. Podem ser benignos ou malignos. Apesar de raros, representam cerca de 60% dos tumores do mediastino anterior.

– linfoma, um câncer dos linfócitos (células de defesa), que podem ser linfoma de Hodgkin ou não-Hodgkin. Estão localizados na região posterior (atrás do coração).

– tumores neurogênicos mediastinais (gliomas), formados a partir de células nervosas, pode ser um neuroblastoma, um schwanoma, um neurofibroma, um ganglioneuroma ou um paraganglioma. Geralmente não são malignos em adultos e estão localizados na parte posterior do mediastino.

– linfadenopatia mediastinal, gânglios linfáticos agrandados, devem ser investigados pois podem ser metástase de um câncer proveniente da mama, pulmão, tireoide ou rim.

– cisto pericárdico, tumor benigno nas camadas que envolvem o coração.

– massa tireóidea mediastinal, formado a partir de tecido da tireoide. Geralmente é um tumor benigno. Pode ser uma complicação de um hipotireoidismo e tratado como um bócio intratorácico.

– traqueobroncopatia osteocondroplástica, que são múltiplos nódulos osteo-cartilaginosos na submucosa da traquéa e brônquios. Geralmente benignos, raramente invadem outros tecidos.

Esses tumores são achados em exames de imagem e cerca de 40% não causam sintomas, porém ao crescer podem comprimir os pulmões e o coração e causar dificuldade para respirar ou para engolir, dor no peito, tosse seca com ou sem sangue, febre, suor noturno e calafrio, perda de peso e cansaço, entre outros. Normalmente, o cirurgião faz primeiro uma biópsia e, se necessário, pode ser feita uma cirurgia para remover o resto do tumor. Caso seja maligno pode ser necessário fazer radioterapia e quimioterapia.


Site-cirurgia-torácica.jpg

3 de maio de 2019 Cirurgia Torácica0

Doenças do pulmão, do mediastino, da pleura (membrana que reveste o pulmão e a parede torácica por dentro), da traqueia (sob uma perspectiva cirúrgica) e da parede torácica integram a área de especialidade da cirurgia torácica. A avaliação do cirurgião torácico é feita para definir as condições do paciente e indicar procedimentos como a biópsia e os tratamento indicados. Ainda que esteja no tórax, o coração é tratado cirurgicamente pelo cirurgião cardíaco e o esôfago é compartilhado por cirurgiões torácicos e cirurgiões do aparelho digestivo.

Há algumas décadas, vários procedimentos feitos pelo cirurgião torácico era associado a infecções do pulmão ou da pleura, especialmente a tuberculose, e para o empiema (infecção bacteriana da pleura). Nos últimos 20 anos, houve grandes avanços passando atratar pacientes com câncer de pulmão e tumores do mediastino, com destaque para o timoma. São feitos diversos procedimentos que envolvem a remoção de partes do pulmão (lobectomia, segmentectomia e pneumonectomia), de tumores do mediastino (timectomia), de tumores da parede e tratamento de situações em que ocorre acumulo de liquido na pleural.
A cirurgia torácica vem passando por uma constante evolução com base na tecnologia. Com o desenvolvimento do equipamento de videocirurgia, grande parte dos procedimentos antes feitos em cirurgia aberta passou a ser feito de forma menos invasiva, o que gera menos trauma ao paciente.

Mais recentemente, a cirurgia robótica aumentou os benefícios da videocirurgia, agregando mais precisão dos instrumentos, melhor visualização e mais flexibilidade de movimentos, sendo uma especialidade de alta complexidade e executada em centros especializados, exigindo permanente atualização profissional.




Nossa missão


Exercer com excelência a Cirurgia Torácica, com foco no paciente e tratamento humanizado.



Siga-nos


Acompanhe as novidades da Secitor e da Clínica do Suor nas redes sociais.



SECITOR e Clínica do Suor - Todos os Direitos Reservados 2019